Feira do Livro encerra com mais de 18 mil livros vendidos

Sete dias de muita literatura, cultura e educação. O clima da 32ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul não poderia ser diferente. Com diversas atrações culturais, debates e lançamentos, a edição fica marcada pelo debate atual que abordou a “Literatura em rede”.

Em tempos digitais, pensar a literatura de forma virtual é imprescindível. O tema acompanhou debates e conversas durante a Feira. Entretanto, foram comercializados 18.200 livros, número esse, que mostra que o livro físico ainda é preferência dos amantes das obras.

Conforme a gerente local do Sesc Santa Cruz do Sul, Roberta Pereira a feira foi um sucesso. Mais de 26 mil pessoas passaram pela Praça Getúlio Vargas nos sete dias de evento.

“A nossa avaliação é super positiva. O evento foi muito bom, apesar da redução de dias, a programação não deixou nada a desejar. Saliento também a grande presença do público, pois é para isso que a gente faz essa programação diversa”.

Um dos destaques, conforme Roberta foi a participação maciça das escolas. “Isso foi um diferencial, as escolas de Santa Cruz participaram do evento, da programação. Outro diferencial foi a valorização para os escritores locais.”

Outro ponto destacado pela gerente do Sesc foi o apoio do escritor homenageado, Edison Botelho e da Personalidade Incentivadora da Leitura, Sonia Dettenborn Luz. “Eles divulgaram, se envolveram, apoiaram e colaboraram para a feira ser um sucesso.”

Para a próxima semana, Roberta salienta que a comissão organizadora fará um encontro para avaliar a 32ª edição e já projetar o próximo evento. Nesta edição, o patrono foi Leonardo Brasiliense.

Livros mais vendidos na 32ª edição

Para quem se criou no mundo da literatura, acompanhando os passos do pai como livreiro, participar pela 5ª vez da Feira do Livro em Santa Cruz do Sul é motivo de orgulho. Alessandro Fernandes, 38 anos, comenta que ‘se criou’ na área. Ao ser questionado de quando começou, confessa: “Nem lembro, acho que desde que nasci.”

Proprietário da Livraria Santa Catarina, ele elenca algumas obras mais vendidas nos sete dias de evento. “Os livros mais vendidos sem dúvida foram: ‘O homem de giz’, ‘O óbvio também precisa ser dito’ e ‘Breves Respostas para grandes questões’.”

A proprietária da Cia do Papel de Vera Cruz, Susana Blanck, 34 anos, avalia a feira como positiva. “A organização do evento é incrível. Acho que isso é um diferencial também”, elenca. Conforme Susana, os livros mais vendidos na banca foram: ‘Nunca foi sorte’ e ‘Seja Foda’. “Como trabalhamos com diversos estilos e autores, atendemos um grande público. Além de livros infantis, temos lançamentos e saldos, isso faz com que a venda seja bastante variada.”


Susana Blanck participa pela 4ª vez da Feira do Livro de Santa Cruz do Sul. Foto: Rosana Wessling

Sérgio Renato de Medeiros, 59 anos, proprietário da Livraria Santa Rita de Santa Maria, participa pela 7ª vez do evento em Santa Cruz. “A feira é muito bem organizada, isso faz com que ela integre a lista das maiores do estado.”

Os livros mais comercializados na banca da Livraria Santa Rita, foram as obras de Mário Sérgio Cortella, “A sútil arte de ligar o foda-se” e “O diário perdido”, um best-seller do The New York Times.

Questionado sobre a importância da leitura e de como ele acredita que podemos incentiva-lá, Medeiros responde de maneira enfática “A leitura transforma os povos, e isso só acontece através da educação. Quem lê sabe, quem estuda sabe. Precisamos de mais investimentos na educação para incentivar nossas crianças”, finaliza.

Conforme o Sesc o livro mais vendido entre todos os expositores foi ‘O Milagre da manhã’ do autor Hal Herold. No livro, o autor explica os benefícios de acordar cedo e desenvolver o potencial e as habilidades. A obra permite que o leitor alcance níveis de sucesso jamais imaginados, tanto na vida pessoal quanto profissional.

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