Dois alunos da Unisc vencem o 33º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

Luiza Faleiro Goulart e Régis de Oliveira Júnior, ela acadêmica do 6º semestre do Curso de Comunicação Social da Unisc – habilitação Jornalismo; ele jornalista formado na instituição em 2016/01, venceram o 33º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo.

As reportagens Retratos da Escravidão, de Régis, e Corajosa – Em busca do direito de ser Luiza, de Luiza, ganharam o 2º lugar no concurso promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS), e pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH). Além disso, Régis também foi agraciado com menção honrosa pela produção “A história da cidade engolida pela lama da Samarco”, veiculada na Revista Exceção – produto laboratorial do Curso de Comunicação Social.

Para Luiza, é muito importante que os trabalhos realizados na universidade sejam reconhecidos desde cedo. “É uma forma de a gente se aproximar do mercado, começar a construir um nome de jornalista”. A acadêmica ainda fala da emoção desta conquista. “É uma honra muito grande e emocionante demais. É algo que certamente, quando eu olhar para traz, vai significar um dos maiores marcos na minha formação. Estar em uma lista de vencedores em que grandes nomes, como Eliane Brum, estão, é algo bem inexplicável.” 

A futura jornalista, a profissão escolhida pode ser encarada como meio para a mudança social. “Acho que a partir do jornalismo as pessoas podem conhecer e ter empatia com aquela realidade que não é a sua. Imaginar-se no lugar do outro para entender o sofrimento daquela pessoa. E então, assim, torna-se um meio de mudança social. Precisamos falar sobre casos que não são comuns na imprensa. Há assuntos que devem ir para veículos tradicionais para abrir os olhos das pessoas. É falando sobre os tabus, que nós conseguimos combater eles”, avalia Luiza.

Já Régis acumulou, com este concurso, um total de 13 prêmios durante sua trajetória acadêmica. “Faz seis meses que me formei jornalista pela Unisc e mais esse 2º lugar e a menção honrosa, com certeza eles vão agregar muito para o meu currículo, principalmente por conta de toda representatividade do tema e também porque eu quero me especializar em direitos humanos. É o segundo ano consecutivo que eu ganho esse prêmio, no ano passado ganhei dois 3ºs lugares”, conta.

O jornalismo, na opinião de Régis, pode mudar a vida das pessoas ao levar conhecimento para elas. “No caso da matéria Retratos da Escravidão, que ganhou um prêmio nacional do Ministério Público do Trabalho, por exemplo, o valor está principalmente porque fizemos um portal que se tornou referência em consulta sobre o trabalho escravo contemporâneo, com infográficos, dados, tabelas, números, fotos e vídeos.”

A entrega dos prêmios acontecerá no dia  12 de dezembro de 2016, às 20 horas, Auditório da OAB/RS em Porto Alegre/RS.

Texto: Pietra Marques

Foto: Luiza Goulart

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