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Turno único garante fechamento do caixa administrativo de Vera Cruz

Serviços públicos municipais trabalham em turno único há mais de um mês (Foto: Assessoria de Imprensa PM Vera Cruz)

Mais de um mês após o decreto do turno único nos serviços públicos municipais, a prefeitura de Vera Cruz contabilizou alguns indicativos da economia gerada com a decisão. Desde o dia 22 de outubro, o horário adotado para o expediente de atendimento ao público na prefeitura e nas unidades básicas de saúde do interior passou a ser das 7h às 13h, sem fechar ao meio dia. Os atendimentos médicos no Posto de Saúde Central, no Espaço Mamãe Criança e na Farmácia Básica também adotaram horário diferenciado, das 7h30min às 16h30min.

O motivo da alteração é a queda dos repasses do Governo Estadual que, em Vera Cruz, representa R$ 920 mil a menos nos cofres do Executivo. Assim como a maioria dos municípios da região que estão sofrendo consequências devido à diminuição nos repasses do Fundo de Partição dos Municípios (FPM) e adotando medidas, Vera Cruz recorreu ao sistema de turno único visando a redução de despesas para o fechamento do caixa no final do mandato. Com a diminuição da carga horária de trabalho, a projeção inicial de economia mensal em energia elétrica, telefone, combustível, manutenção em máquinas e gastos com pessoal era de R$ 163.250 mil.

Ainda que vários relatórios financeiros do mês de novembro não tenham sido contabilizados pela Secretaria de Planejamento e Finanças, calcula-se que a economia gerada desde outubro chega aos R$ 207 mil, o equivalente a R$ 44,5 mil a mais do que a previsão para o mês. A aquisição de peças e consertos foi o item com maior economia: R$ 54,8 mil, referente a outubro e novembro, até o momento. Na relação de economias, ainda não está considerado o valor de salários com os cortes de cargos em comissão e da exoneração de secretários.

Para o comerciante Odir Silveira, o turno único atrapalha. “Nem sempre dá tempo de ir ao meio dia, horário de intervalo para quem trabalha no comércio, resolver pendências na prefeitura”, afirma. Mas nem só quem segue o horário comercial não gostou. Conforme a agricultora Silvane Witt, a medida não agrada porque limita as possibilidades de quem vive no interior, ainda mais em uma época de muito trabalho na lavoura. “Tem conta para pagar, vou ter que dar um jeito de vir de manhã”, diz.

 Reportagem: Alan Faleiro, Giuliane Silva e Luísa Ziemann

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One Response

  1. Carolina Almeida disse:

    Gosto muito de acompanhar o trabalho dos estudantes, enquanto estão num momento de experimentar, ousar e aprender. Mas é preciso cuidado quando se copia coisas! A fotografia usada foi tirada do site do Jornal Arauto e é de minha autoria, não da Assessoria de Imprensa da Prefeitura!

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