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Escola municipal possui ensino especial para autistas

Alunos autistas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Schroeder tem atendimento especial. (Foto: Divulgação)

 

A presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto nº 7.611 que trata das diretrizes a serem seguidas na educação especial. Apesar de o documento ser do final do ano passado, uma escola, em Santa Cruz do Sul, atende parte desses alunos especiais desde 2007. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Schroeder disponibiliza ensino especial para autistas nos turnos manhã e tarde. “Hoje, pela lei, qualquer escola pode receber o aluno incluído. Em alguns casos de autismo, seria muito difícil incluir logo o estudante em uma rede regular. Temos alunos que, sozinhos, não se alimentam e não conseguem se locomover. O professor sozinho não tem como realizar esse trabalho, tem que ter um monitor acompanhando”, explica a supervisora escolar Magda Mozzaquatro Rigue.

A escola conta com duas professoras que foram capacitadas para trabalhar com alunos especiais. Esses profissionais acompanham diariamente o avanço dos alunos. Para se adaptar as necessidades da turma, a escola elaborou um cronograma com atividades especiais para a rotina dessas crianças. Além de terem aula de música e educação física, os estudantes também participam das atividades normais da escola, como o canto do hino. “Quando a turma iniciou, nós tínhamos alunos que não falavam nenhuma palavra e que hoje já conseguem se pronunciar”, conta Magda. “Temos resultados maravilhosos, mas que são muito lentos. Temos alunos que chegaram usando fraldas”, reitera.

Os estudantes têm liberdade para circularem por todo o colégio, mas possuem um espaço físico só deles. É a maior sala de aula do colégio, que foi reformada no ano passado e conta com mesas, brinquedos e banheiro. Ao todo, são sete alunos matriculados nessa classe, divididos entre quatro no turno da manhã e três no da tarde. Como o ensino é diferenciado, os horários também são. Nem sempre eles permanecem na escola durante o período normal da aula. “Eles têm uma dinâmica diferente, é todo um ritual e isso faz parte do quadro de autismo. Faz parte do trabalho ir flexibilizando o horário, mas eles precisam ter rotina”, pondera Magda.

O processo de aprendizagem em portadores de autismo é diferente, assim como a turma, que não é dividida por séries. Cada aluno possui um grau de autismo e muitos não conseguem avançar para o ensino regular. “Não temos como dizer que os alunos vão sair dessa turma e ir para o ensino fundamental, se vão se formar. A mudança dos alunos são pequenas coisas para quem acompanha de fora, mas grandes para quem participa da rotina deles”, avalia a supervisora.

 

Reportagem: Laura Gomes, Lindiara Hagemann e Vanessa Costa

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