Resumo dos trabalhos
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Escrito por Demétrio Soster   
Sex, 11 de Março de 2011 21:56

Confira abaixo os trabalhos que serão apresentados em cada Grupo de Trabalho (GT), bem como seus autores, modalidade em que se inserem e o resumo dos mesmos.

As apresentações ocorrerão nos turnos da manhã e tarde do dia 9 de abril, sábado 

A ordem de e o tempo de apresentação, bem como dinâmica de funcionamento de cada GT, ficarão a critério do coordenador e integrantes dos mesmos. 


GT Atividades de Extensão
Coordenadora: Prof. Dr. Sandra de Deus (UFRGS) 
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1 A comunidade nas ondas do rádio
Renata Arteiro da Silva (Feevale) 
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: O Projeto de Extensão Café Comunitário, realizado na Universidade Feevale, ocorre através de um programa de rádio e TV chamado CAFÉ COMUNITÁRIO, no qual o principal objetivo é promover programas de rádio e TV sobre assuntos pertinentes a vida das comunidades de Novo Hamburgo e região. Todas as sextas-feiras, entre às 16h e às 17h, o programa é transmitido ao vivo na Rádio ABC 900 AM e uma vez ao mês na TV Feevale, com a participação direta de cidadãos das comunidades convidados para entrevistas e debates, e com repórteres nas ruas, trazendo novas opiniões e anseios das comunidades através de reportagens. A partir disso, estima-se que os ouvintes sejam estimulados e recebam os temas apresentados nos programas, como de seu real interesse.
 
2 Núcleo de extensão em comunicação: uma proposta de mídia cidadã
Ilka Margot Goldschmidt (Unochapecó) e Mariângela Alves Storniolo Torrescasana (Unochapecó)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: O Núcleo de Extensão em Comunicação da Unochapecó foi constituído em 2010 com o objetivo de promover a cidadania e contribuir para o acesso à comunicação e ao conhecimento através de ações pontuais junto às comunidades, movimentos sociais, escolas, associações, ONGs. As ações do Núcleo ocorrem através dos Projetos: “Documentário e Comunidade – uma história que vai virar filme” e “Rádio Comunitária e Cidadã” que prevêem a produção e mostra de documentários em vídeo e capacitação e produção de rádio comunitária e cidadã. A produção é orientada por professores, estudantes e funcionários, mas executada pelas comunidades envolvidas nos projetos. São realizadas oficinas, seminários e discussões a respeito das técnicas e dos conceitos de mídia. 
 
3 O papel da extensão rural na diversificação da agricultura familiar
Leandro Porto (Unisc), Carlise Schneider Rudnicki (UFRGS) e Yhevelin Guerin (Unisc) 
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: Este projeto se insere no esforço brasileiro em relação ao Programa de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco: experiências em curso, coordenado por Adriana Gregolin (DATER/SAF-MDA), que é uma iniciativa do Brasil para implementar os Artigos 17 (“Apoio a atividades alternativas economicamente viáveis”) e 18 (“Proteção ao meio ambiente”) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Tem como objetivo geral a identificação de alternativas sustentáveis de diversificação da produção em áreas de cultivo de tabaco na Zona Sul do Rio Grande do Sul, estando inserida nas proposições da nova Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) e das ações a respeito das práticas de diversificação produtiva nas áreas de cultivo de tabaco.
 
4 A memória de empresas na internet: um site de históricos de empresas desenvolvido pelos alunos de graduação da Unisc
Ana Maria Strohschoen (Unisc) e Elisio Rodrigues de Freitas (Unisc)
MODALIDADE: Relato de Experiência
RESUMO: Começar este projeto de extensão é um momento ímpar: ou por que nos deparamos com nossas limitações ou por que nos espantamos com nossa vontade de aprender o que não sabemos. Também não é um começo neste caso tão prematuro. É preciso perceber que dos projetos anteriores de pesquisa temos uma reflexão sobre quem estuda a memória de empresa ou memória institucional no Brasil e em outros países. Na verdade, de agora em diante mais o projeto de pesquisa de memória vai no espaço da extensão pela internet. Vamos a partir daí construindo articulações: interfaces entre a pesquisa, a graduação e a extensão. Percebendo já a questão da memória de empresa para outro espaço que não apenas a pesquisa.
 
5 Bah! Mas o que é essa tal cidadania?
Romulo Tondo (UFSM), Ananda Müller (UFSM), Kamila Baidek (UFSM), Janine Appel (UFSM), Jaqueline Araújo (UFSM), Rafaeli Minuzzi (UFSM), Rosane Rosa (UFSM), Valmor Rhoden (UFSM) e Sônia Terezinha dos Santos (UFSM)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: A proposta deste texto é compartilhar a experiência obtida através das atividades de extensão realizadas no projeto Educação Com & Para a Mídia: uma prática de sustentabilidade social e política, no segundo semestre de 2010, no Colégio Manoel Ribas. Para a realização das ações e dar andamento ao projeto foi utilizada a educomunicação10 como metodologia, fazendo com que os conhecimentos prévios sobre o assunto fossem levados em consideração para desconstrução e construção de um novo conhecimento. O número de alunos atingidos na produção do documentário foi 55, o equivalente a duas turmas da segunda série do ensino médio, sendo estes provenientes de diferentes regiões da cidade, fazendo com que os diferentes olhares sobre a cidadania fossem analisados pelos estudantes.
 
6 Do céu ao inferno: goleiro x líbero
Marcus Staudt (Univates) e Sandro Kirst (Univates)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: Os dois têm algo em comum, são a alma ou se preferir a base das equipes em que atuam. Vidas sofridas e de glórias, muitas vezes ingrata. De um lado o goleiro no futebol, de outro a líbero no vôlei. Então, a equipe do telejornal universitário da Univates decidiu fazer um teste, mudar um pouco a rotina de treinamento do representante do vale do taquari na série A do gauchão 2011, o Lajeadense e do tricampeão estadual adulto de vôlei, a Univates/UNIVATES. E o grande detalhe, além de ambos serem os que mais têm que treinar questões específicas, como reflexos, agilidade e movimentação para praticarem as defesas que lhe são exigidas, logo são os que mais horas ficam nos treinamentos. Ainda por cima, eles raramente podem ter um dos maiores prazeres dos esportes, que é o inverso da função das posições que atuam, ou seja, marcar um ponto.
 
7 Oficina de jornalismo comunitário
Rozana Ellwanger (Unisc)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: O uso de atividades práticas é essencial para o efetivo aprendizado em Jornalismo. Quando se fala em comunicação contra hegemônica as ações práticas são importantes a fim de possibilitar a percepção de que tais iniciativas são viáveis e gratificantes. Foi o que ocorreu com o projeto experimental Oficina de Jornalismo Comunitário, realizado em 2009. Durante um semestre os alunos do último ano do curso de Comunicação Social Habilitação Jornalismo da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rozana Ellwanger e Sancler Ebert, ministraram oficinas de jornalismo comunitário para um grupo de adolescentes em recuperação pelo vício em crack. Os seis jovens, com idades entre 13 e 17 anos, tiveram encontros semanais com os estudantes, onde aprenderam sobre temas essenciais para a publicação de um jornal comunitário, como fotografia, texto jornalístico, técnicas de entrevistas e noções de diagramação e planejamento gráfico.
 
8 Jornal comunidade: integração ensino, extensão e pesquisa
Alice Bragança (Feevale), Donaldo Hadlich (Feevale) e Rosana Vaz Silveira (Feevale)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: Este artigo relata a construção e desenvolvimento do projeto de extensão Jornal Comunidade, da Universidade Feevale, vinculado à área de comunicação e mídias comunitárias. Com orientação de professores do Curso de Comunicação Social, o projeto completa três anos, com edições bimensais de 3 mil exemplares. As pautas do jornal cobrem muitas comunidades em situação de vulnerabilidade social. Reportagens e mostras fotográficas com indígenas kaingangs; série de reportagens visando recuperar a memória da comunidade negra no Vale do Sinos e cadernos especiais voltados às crianças de bairros da periferia de Novo Hamburgo foram algumas das ações desenvolvidas neste período. Além de envolver os acadêmicos que participam do projeto em todas as fases de produção de um veículo impresso – da pauta à edição −, o Jornal Comunidade tem ampliado o debate e a visibilidade de temas sociais na comunidade acadêmica. As reflexões sobre a construção do jornal e sua atuação têm gerado produção científica, tanto em feiras de iniciação científica como na INTERCOM, com a participação de acadêmicos.
 
9 Quem sou eu? O código genético do Brasil pela mídia televisiva
Renato Martins Leite de Sousa (Unisc)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: A TV no Brasil possuía uma tarefa inicial, a de orientar o País numa identidade nacional e desde então parte-se a utilizar e desenvolver o sistema de comunicação na tentativa de unificar as diferentes regiões. Bem, é fato que o objetivo não foi alcançado é muito fácil de chegarmos a esta conclusão, mas o meu questionamento é analisar até que ponto a divisão da TV no Brasil em afiliadas foi causa desta desagregação nacional agravando uma divisão social pré existente, colaborada pelos impérios comunicacionais no Brasil, leia-se as maiores Rede Globo, SBT, Rede Record, Bandeirantes etc.
 
10 Programa ADE: uma alternativa diferenciada da cultura popular e Extensão universitária em televisão
Paula Melani Rocha (UEPG) e Isadora Ortiz de Camargo (UEPG)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: Com o objetivo de relacionar aspectos culturais e hábitos comportamentais da comunidade de Ponta Grossa\Paraná, estudantes e professores do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) criaram um programa que reunisse experiência em produção televisiva e, principalmente, diálogo com a população seja através de rotina, cultura e comportamento regional, com um formato diferente da televisão convencional. O programa ADE!, com a consolidação de uma tevê comunitária na cidade, é veiculado semanalmente e no início de 2011 se tornou projeto de extensão no curso. Entre os temas tratados no ADE! pode se destacar cultura e cidadania, hábitos alimentares e comportamentais, gostos e fala populares, além de crítica literária, dicas de livros, música e agenda cultural. Hoje, 16 alunos de jornalismo (4º e 3º ano) e três professores são responsáveis pela produção de reportagens televisivas culturais com foco na comunidade ponta-grossense e no que ela tem de diferencial e identitário. O programa tem 30 minutos de duração. Um projeto voluntário que surgiu da vontade de mesclar teoria e prática telejornalística.
 
11 O Telejornal JoBe: Os jovens envolvendo a comunidade, ao falar sobre ela
Alexandre Davi Borges (Unisc)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: O Telejornal JoBe é um projeto de extensão desenvolvido dentro do Programa Vivências Comunitárias – ligado ao Núcleo de Ação Comunitária - da UNISC e constitui-se de uma Oficina de Telejornalismo, sob a coordenação do professor Alexandre Borges, que ensina jovens a produzirem telejornalismo. O objetivo maior do Programa Vivências Comunitárias é empoderar os sujeitos envolvidos no processo para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que, mesclados aos saberes da Universidade e de seus estudantes, possam desenvolver seus participantes social, cultural e educacionalmente.
 
12 Avós da Comunicação
Hélio Afonso Etges (Unisc)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: A proposta do trabalho enquadra-se nos objetivos do Núcleo de Ação Comunitária da Pró-Reitoria de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc que prevê a elaboração de estratégias de ação social universitária na construção de atividades conjuntas com a sociedade para a emancipação da comunidade idosa. Uma das ações prevê a difusão de programas de rádio produzidos por idosos. Desde 2009, a Rádio Aprendizes do tempo é mantida por idosos. Eles pretendem socializar a programação a partir deste ano com o auxílio dos alunos da graduação do curso de Comunicação Social da Unisc. Esta, seguramente, é uma das grandes ações de libertação de uma comunidade que não possui espaço na mídia radiofônica local e regional. O fato de abrir-se este campo de atuação na Universidade propicia não só à comunidade atendida uma reavaliação de suas posturas frente à sociedade, mas aproxima os universitários dos novos desafios impostos pelas tecnologias de comunicação e informação.
 
13 Armazém de idéias
Mirela Hoeltz (Unisc)
Modalidade:: Relato de experiência
RESUMO: O binômio comunicação e educação é hoje uma alternativa para direcionar a sociedade à cidadania, pois a informação torna-se vital para o desenvolvimento da democracia. Desta forma, a utilização de qualquer material impresso ou eletrônico na escola, por exemplo, deve ir além da simples inclusão de uma publicação externa no ambiente pedagógico. A organização de um produto na escola envolve todos os protagonistas comunicacionais no processo e o produto faz-se da escola, para a escola e pela escola. O objetivo principal do projeto é organizar e implantar atividades de educomunicação na Escola de Educação Básica Educar-se, permitindo que a produção de toda comunidade escolar socialize conhecimentos e democratize a informação.
 
14 Jornal Paraíso
Graziela Bianchi (Ielusc)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: O Projeto de Extensão Jornal do Paraíso está em desenvolvimento desde o ano de 2007. Em uma parceria com a comunidade do bairro Jardim Paraíso, localizado na cidade de Joinville\SC, é produzido um jornal mensal (tablóide, colorido, oito páginas) onde a população participa de maneira ativa na construção de cada edição. A criação do jornal foi uma demanda da população do bairro, que buscou o apoio do curso de Jornalismo para a criação do veículo. Os moradores sentiram a necessidade de viabilizar um espaço onde pudessem construir uma visão mais positiva do bairro, reconhecido durante muito tempo como o mais violento de Joinville, e tendo essa visão reforçada pela grande imprensa local. A supervisão do trabalho jornalístico é feita por um professor do curso de Jornalismo da Associação Educacional Luterana Bom Jesus\Ielusc, e conta com o auxílio de um aluno bolsista. A participação da comunidade se evidencia pelo envio matérias, fotografias, sugestões de pauta.
 
15 Fala comunidade: o espelho da comunidade na TV Unifra
Glaíse Bohrer Palma (Unifra)
Modalidade:: Relato de experiência
RESUMO: Trata-se de um programa-escola, ou seja, um projeto que pretende levar nossos estudantes a conviverem com realidades distintas, apresentando condições e possibilidades de contato com a população. A recíproca, nesse caso, também é verdadeira. Acredita-se que agregando setores e camadas sociais distintas, é possibilitado o surgimento de uma conscientização em torno da questão social e valores como a solidariedade, ao mesmo tempo em que o estudante é estimulado a buscar sua inclusão em um mundo que muito tem a ensinar. Esta experiência acadêmica em comunicação comunitária pretende contribuir na busca da qualidade em relação à comunicação que se produz. Através do programa Fala Comunidade, tem sido possível aproximar a comunidade aos acadêmicos da Unifra e à TV Unifra, bem como proporcionar espaço de visibilidade para a comunidade, divulgando assim a cultura local de Santa Maria.
 
16 Bate-papo pilhado
Ana Flavia Hantt (Unisc) e Demétrio de Azeredo Soster (Unisc)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: O projeto Bate-papo Pilhado ocorre uma vez a cada semestre. Sua primeira edição, que ocorreu no dia 20 de outubro de 2009, teve a temática 'Pra que lado eu vou?' e debatia questões relacionadas à escolha profissional. Seu público era formado por mais de 300 estudantes de 3º ano do Ensino Médio, que ouviram durante o período de uma manhã profissionais de seis grandes áreas do conhecimento (psicologia, direito, comunicação, saúde, administração e licenciaturas). A segunda edição do Bate-papo Pilhado ocorreu no dia 25 de maio de 2010, com a temática 'Sexo: que conversa é essa?'. Na ocasião, cerca de 500 estudantes de 7ª série do Ensino Fundamental se reuniram com três profissionais (ginecologista, jornalista e professor) para debater a sexualidade na adolescência. A terceira edição, que ocorreu no dia 14 de outubro de 2010, novamente contou com o tema 'Pra que lado eu vou?' e foi direcionada para estudantes de 3º ano do Ensino Médio. Ambas edições foram realizadas em auditórios de escolas do município, das 8h30min às 11h. Os estudantes que participaram foram recepcionados com DJ, pipoca, refrigerante e exemplares da edição do Na Pilha! temática sobre o evento. Durante a fala dos profissionais, os alunos tiveram total liberdade para expressar suas opiniões ou dúvidas.
 
17 A cultura em fotolegendas jornalísticas: memória, orientação e agenda
Rafael Schoenherr (UEPG)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: Este relato faz uma avaliação parcial do primeiro ano de atualização diária do sítio Lente Quente (www.flickr.com/lentequente), desenvolvido dentro do projeto de extensão ‘Boletim fotojornalístico da cultura em Ponta Grossa’. Apresenta-se, primeiramente, a proposta de origem do projeto, calcada no atendimento de demanda específica do setor artístico e do circuito cultural local (memória e agenda), mas também preocupada em criar vetores em direção à formação em Jornalismo (fotografia e jornalismo cultural). Com base na elaboração periódica do material fotográfico, discute-se o desafio que cerca a feitura de produto jornalístico essencialmente fotográfico, que se vale de imagens e legendas para criar um mapa (ou ‘quadro’) cotidiano dos principais acontecimentos da cultura no município. Os dez meses iniciais de atividade permitem discutir orientações de formatação de legendas informativas e estratégias para o desenvolvimento de pauta em fotojornalismo na editoria de cultura – entre o limite operacional da agenda cultural oficial e as tentativas de ampliação da ideia de cultura. Por fim, são feitos apontamentos sobre esforços do formato/serviço informativo e projeções sobre a circulação das imagens, na forma de retorno aos usuários do circuito cultural.
 
18 Focas do Q?: uma aproximação da academia com o mercado
Luciana Bastos (Unisc), Vanessa Britto (Unisc), Vanessa Oliveira (Unisc) e Demétrio Azeredo Soster (Unisc)
Modalidade: Poster
RESUMO: O caderno Q? é um suplemento jovem do jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul. Criado em 2006, ele nasceu com objetivo de atender um público mais novo. Para atrair a atenção dos jovens leitores o projeto editorial do caderno sugeria textos curtos, muitas imagens, pautas e linguagem diferenciada. Dois anos depois do lançamento do caderno, o grupo Gazeta do Sul abriu espaço para os acadêmicos contribuírem com a produção do Q?. Isso se deu por meio de uma parceria do grupo com a Unisc. De um lado, o mercado precisava de novidades, de outro, a academia proporcionava um projeto de extensão para os alunos. Surge assim o projeto Focas do Q?.
 
19 Comunicação para Educação Ambiental: experiências em extensão universitária
Jane Márcia Mazzarino (Univates), Cátia Viviane Gonçalves (Univates),  Daiani Clesnei da Rosa (Univates) e Isabel Scapini (Univates)
Modalidade: Comunicação científica
RESUMO: Esta proposta de atividade de Extensão constitui-se um instrumento de desenvolvimento da cidadania pela educomunicação socioambiental. A organização de informações sobre as questões ambientais em materiais midiáticos (filmes e cartilhas) serve de suporte para ações educativas comunitárias (palestras, oficinas, cursos), que visam à sensibilização de grupos sociais para incorporação de atitudes sustentáveis no cotidiano.
 
20 Radiojornalismo público no Brasil atual e suas integrações e contribuições à extensão, formação e pesquisa universitárias
Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)
Modalidade: Comunicação científica
RESUMO: Este artigo dá continuidade e amplia análises da comunicação científica apresentada ao XIII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, com foco na Rede Universitária de Rádios que se formou nos anos 90 e seu exemplo de potencial laboratorial e extensionista. E faz parte de pesquisa maior que realizo sobre o Radiojornalismo público brasileiro: experiências contemporâneas de redes, sistemas e produções conjuntas. Na presente comunicação científica, destacamos, entre as primeiras reflexões deste estudo maior ainda em andamento, evidências e análises acerca de linhas, práticas, modelos e concepções de redes e programações em conjunto adotadas por experiências atuais de emissoras públicas/estatais de rádio também em direção à extensão, à complementação da formação universitária e ao fomento da comunicação e divulgação científica como igualmente da própria Universidade. Ou seja, como e com quais ações estas estações brasileiras, muitas delas de universidades, vêm buscando integrar suas produções em rede e/ou coletivas à Universidade como, por exemplo, com projetos de extensão e até mesmo com o ensino superior em jornalismo. Na atualidade, as principais iniciativas para o envolvimento de emissoras públicas/estatais nacionais em "pools" e/ou produções integradas são propostas pela EBC – Empresa Brasil de Comunicação e a ARPUB – Associação de Rádios Públicas do Brasil.
 
21 Jornalismo Comunitário na Vila Princesa, Pelotas-RS
Jairo Sanguiné Júnior (UCPel)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: Projeto de Extensão em Jornalismo Comunitário desenvolvido na Vila Princesa, em Pelotas-RS, desde o ano 2000. Jornal mensal elaborado pelos estudantes de jornalismo em parceria com a comunidade, discute possibilidades de novas formas de ação jornalística, a partir de um processo comunicativo horizontal, alternativo, participativo e inclusivo. Além disso, serve de canal de diálogo entre a comunidade e o poder público constituído, e contribui para a formação de uma consciência em relação à cidadania, num processo que envolve a comunidade em todas as etapas da produção jornalística. 


GT Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo

Coordenador: Prof. Dr. Sérgio Gadini
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1 Percepções sobre o ensino de jornalismo: o efeito da terceira pessoa sobre as práticas formativas
Francisco Gilson Rebouças Pôrto Junior (Universidade do Tocantins)
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO: A hipótese do efeito de terceira pessoa parte do pressuposto de efeitos imaginados. Inicialmente pensada por Davison (1983) e posteriormente por Perloff (1993), aponta para a possibilidade de que uma pessoa exposta à comunicação persuasiva na mídia massiva vê isso como de grande efeito nos demais (outros) do que em si mesmo (eu). Com isso, diversos estudos como os de Schmitt, Gunther e Lebhart (2004), Chia, Kerr-Hsin Lu e McLeod (2004), Christen e Gunther (2003), Huge, Glynn e Jeong (2006) e de Dillard, Weber e Vail (2007) apontam para a necessidade de se compreender sua aplicação em espaços diferenciados e possíveis impactos. Nesse aspecto, o espaço formativo, recheado por práticas pedagógicas diferenciadas também é palco de percepções múltiplas e híbridas. Essas práticas diferenciadas, partindo de teorias próprias do campo da comunicação, são interpretadas e discutidas, em alguns casos, com um olhar estreito, cristalizando determinados olhares que não permitem o desenvolvimento de uma percepção universalizadora, necessária na prática docente. A hipótese do efeito da terceira pessoa também direciona as ações de professores em sala de aula nos cursos de jornalismo, conforme se percebe nesse estudo empírico, apontando para mudanças na forma de atuar e apresentar os conteúdos.
 
2 O relacionamento dos jornais hegemônicos das regiões do Vale do Rio Pardo e Central/RS com os leitores e com o território
Carina Hörbe Weber (Unisc)
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO: A presente pesquisa se propôs a analisar o comportamento estratégico-editorial contemporâneo dos veículos hegemônicos do Vale do Rio Pardo, Gazeta do Sul, e da região Central, Diário de Santa Maria, mediante o relacionamento com os leitores e com o território no qual estão inseridos, a partir dos conceitos de jornalismo popular, jornalismo cidadão e cidadania. Ao passo que ocorre um processo de abertura política nos anos 80 no Brasil, com o aumento dos direitos cidadãos, os meios de comunicação, em face à concorrência mercadológica e aos novos panoramas vivenciados pela mídia, têm empregado estratégias de produção e de endereçamento dos conteúdos jornalísticos aos públicos consumidores e ao território no qual atuam. Dessa forma, são disponibilizados novos canais e novas formas de participação à sociedade no processo produtivo jornalístico. Nesse sentido, a pesquisa se fundamentou na identificação das conseqüências desse comportamento midiático para o desenvolvimento das regiões onde os veículos em análise estão localizados: cidadania ou fluxo mercadológico? Ou seja, se o movimento dos veículos em análise se dá pela construção e pelo estímulo à cidadania; ou se representa somente uma estratégia de inserção de mercado desses jornais e, ainda, as possíveis conseqüências desse comportamento midiático em relação ao desenvolvimento das regiões onde estão localizados. Para tanto, realizou-se um mapeamento das seções de participação com o intuito de se identificar a presença do leitor e do território; a territorialização e o processo produtivo dos dois jornais em análise – como a produção busca o território e como o território participa.
 
3 Jornalista profissional – uma perspectiva teórica e histórica
Eduardo Ritter
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO: Tendo como base teóricos do jornalismo, como Nelson Traquina (2005) e John Hohnberg (1981), é feita uma abordagem sobre a profissionalização do jornalista e da constituição do campo jornalístico apontado por Bourdieu (2000). Nesse contexto, ganha destaque a fundação dos cursos universitários de jornalismo. Para que sejam contextualizados o surgimento e o crescimento dos cursos universitários de jornalismo, considera-se fundamental a obra de Joseph Pulitzer “A escola de jornalismo” - “A opinião pública”, publicada nos Estados Unidos em 1904, em que o autor defende a criação de um curso superior em jornalismo. Na obra, Pulitzer (2009) aponta uma série de argumentos apresentados pelos críticos contra a sua ideia e responde a cada um deles, como, por exemplo, se o jornalismo deve ser aprendido na redação. Nesse caso, “não é através do ensinamento intencional, mas pelo treinamento acidental. Não é aprendizado, é trabalho, no qual se espera que cada participante conheça sua tarefa” (p. 16). Nesse sentido, Pulitzer considera o jornalismo como um serviço público, e não como algo que deva servir a interesses políticos e econômicos. A partir dessa contextualização teórica e histórica podemos refletir como os cursos de jornalismo contemporâneos estão tratando tanto a profissão, quanto o profissional jornalista.
 
4 A disciplina de Teorias do Jornalismo como espaço de teorização inicial
Jorge Arlan de Oliveira Pereira (Unochapecó)
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO:
Esse texto enfoca uma experiência de ensino de Teorias do Jornalismo sustentada na produção de artigos pelos acadêmicos. Os seguintes pontos orientaram as produções: a) Estudos desenvolvidos na disciplina sobre textos contendo conceitos relevantes para o jornalismo; b) Aspectos observados na realidade comunicacional próxima e que provocam no acadêmico algum tipo de questionamento; c) Compreensões e/ou impressões que o acadêmico possui da realidade observada. Constitui-se num exercício de estranhamento da realidade com a qual ele está acostumado a se deparar. Entra em jogo, na perspectiva de Paulo Freire, a competência que se precisa ter para problematizar as situações que nos rodeiam. Assume-se como diferencial do jornalismo a abertura para o conhecimento complexo, advindo da sensibilidade e do método para se perceber e compreender a diversidade de fatores que constituem um fato. O ensino de jornalismo tem se afastado em muitas oportunidades dessa ideia, embora, retoricamente, afirme o contrário. Assim, deixa de apresentar uma necessária resistência à tendência que os estudantes demonstram, em razão da cultura fragmentária em que vivem e de certo encantamento pelas tecnologias da comunicação, de reproduzirem/copiarem elementos teóricos, no pressuposto de que isso constituiria o ato de pensar. Um dos sintomas de que o acadêmico se encontra enquadrado e refém dessa postura é quando propõe como tema e problema de estudo somente assuntos de repercussão na grande mídia e com poucas possibilidades de investigação própria e inovadora.
 
5 Jornalismo de fronteira: apontamentos de jornalistas sobre a cobertura na tríplice fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina
Sonia Cristina Poltronieri Mendonça (UDC) e Denise Paro (UDC)
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO: A atuação profissional de jornalistas nas fronteiras tem características peculiares,que fogem ao padrão tanto das grandes metrópoles quanto de cidades interioranas. O fato de o profissional estar em contato com dois ou mais países impõe condições diferentes para o exercício do jornalismo, tais como, a necessidade de falar outros idiomas, conquistar a confiança de fontes oriundas de outras nações, e principalmente pensar em âmbito mais global, descortinando novos horizontes de pauta, transcendendo o olhar local, estadual e nacional. Com base na Teoria do Jornalismo e nos estudos de fronteira, o artigo retrata a cobertura na tríplice fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina sob o ponto de vista dos protagonistas da informação: os jornalistas. Foram feitas entrevistas em profundidade com seis profissionais atuantes no jornalismo diário dos três países. Conclui-se que a cobertura no que tange temas transfronteiriços é deficiente pelo fato de os veículos priorizarem assuntos das próprias cidades, sem manter uma interconexão com temas semelhantes que atingem os demais países. Os relatos dos jornalistas ainda mostram que a produção é influenciada pelos limites editoriais e financeiro das empresas. Além das entrevistas com os jornalistas, apresenta-se os principais apontamentos de três encontros do Fórum de Periodismo de Fronteira realizados a partir de 2009.
 
6 Crítica de Mídia, Expressão Pública e Cidadania: Experiência de formação profissional pelo blog 'Crítica de Ponta' (UEPG, 2010)
Sérgio Luiz Gadini (UEPG)
Modalidade: Relato de experiência
RESUMO: Como impulsionar, concretamente, a formação profissional em Jornalismo, a partir de atividades de ensino que dialoguem com o exercício da crítica cultural, os limites da expressão pública e a perspectiva de cidadania? Este é um dos desafios da proposta do blog Crítica de Ponta', uma experiência em jornalismo cultural e análise da produção midiática voltada aos Campos Gerais do Paraná, produzido semanalmente (e com atualização diária) pelos estudantes do segundo ano do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) do Paraná. O texto toma por base o ano de 2010 e, particularmente, discute um episódio pontual, ocorrido no início de abril de 2010, quando a reação de um apresentador de TV local, a uma crítica publicada no blog, provocou manifestações de inúmeras entidades e internautas, a partir do momento em que tais reações (e ameaças) vieram ao conhecimento público através da Internet. A partir do referido episódio, buscando distanciar-se de qualquer julgamento analítico localizado, tal situação possibilitou aos estudantes que realizavam a disciplina e editavam o blog uma reflexão sobre a responsabilidade social da crítica (em mídia e cultura), ao mesmo tempo em que se pautou a constante preocupação com o uso social da mídia, em nível nacional, e o repensar do direito à expressão pública como condição de cidadania.


GT Pesquisa na Graduação

Coordenador: Prof. Dr. Marcos Santuário
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1 Trabalho de Conclusão de Curso: uma oportunidade de interagir com a cultura e a realidade social
Sonia Cristina Poltronieri Mendonça (UDC)

Modalidade: Relato de experiênciaRESUMO: Pensar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) como uma oportunidade de conhecer e interagir com a cultura e a realidade social, econômica e política brasileira, considerando especialmente a diversidade de uma região de tríplice fronteira. Este é um dos princípios que norteia o projeto pedagógico do Curso de Jornalismo da Faculdade Dinâmica das Cataratas (UDC), em Foz do Iguaçu. O presente artigo apresenta reflexões e apontamentos sobre a importância da pesquisa em comunicação de temas comprometidos com a comunidade, estabelecendo-se uma relação entre o ensino, a pesquisa e a extensão na busca do ensino de excelência. O objetivo é fazer um breve relato de algumas práticas dos projetos realizados em comunidades quilombolas, indígenas, escolas e entidades do terceiro setor que retratam a contribuição acadêmica para o desenvolvimento social e de cidadania no contexto em que a IES está inserida. A análise destes Trabalhos de Conclusão de Curso mostra que maioria realizou pesquisa de campo com os sujeitos estudados e a produção de um produto jornalístico. O relato dos acadêmicos conclui que a interação com a cultura e a realidade social promove o conhecimento, a cidadania e um jornalismo solidário.  

 

2 Relato de experiência no grupo de pesquisa: "A narração jornalística em sua intersecção com a literatura”

Demétrio de Azeredo Soster (Unisc), Fabiana Piccinin, Joel Eduardo Haas Oliveira (Unisc), Pedro Piccoli Garcia (Unisc) e Vanessa Kannenberg (Unisc)
Modalidade: Relato de Experiência
RESUMO: A pesquisa tem como objetivo observar as intersecções entre o jornalismo e a literatura, visando entender as apropriações de recursos literários pelo jornalismo na construção de novos modelos de narrativa. Procuramos, num primeiro momento, nos debruçar sobre o estudo dos limites da arte e dos produtos culturais. Em seguida, aprofundamos a discussão sobre os conceitos da narrativa literária dos quais a produção jornalística se apodera. Dentre outros movimentos, analisamos durante 30 dias duas publicações jornalísticas impressas diárias gaúchas: os jornais Zero Hora (Capital) e Gazeta do Sul (Interior). Deste trabalho empírico, pudemos observar as presenças dos gêneros interpretativo e diversional em número bastante relevante nestes jornais. Como a pesquisa encontra-se atualmente em desenvolvimento, com previsão de conclusão para dezembro de 2011, os resultados são parciais, frutos de encontros periódicos de estudo, do registro de conceitos colhidos até então e a aplicação do nosso método na análise dos periódicos acima citados. Como resultados, já obtivemos a participação como co-autores do artigo “Jornalismo Diversional e Jornalismo Interpretativo: Diferenças que Estabelecem Diferenças” no GP Gêneros Jornalísticos, X Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Encontram-se em andamento a confecção de mais dois artigos. Um é baseado nos resultados obtidos na pesquisa empírica até então e o outro vai utilizar o mesmo método em outro tipo de publicação jornalística, a revista Piauí.   
 

 

3 RÁDIO IPANEMA COMUNITÁRIA FM NA INTERNET - Estudo do uso dos recursos de rede pelos programas A Voz do Ipanema e Otaku Desu 
Daniela Ramirez de Freitas (Feevale) 
Modalidade: Relato de Experiência 

RESUMO: Este artigo trata do aproveitamento do conhecimento adquirido sobre comunicação comunitária e os meios radiofônicos, analisando a inserção de uma rádio comunitária na web. Remete a apenas uma parte de uma pesquisa mais ampla, que constitui uma monografia de graduação, realizada no ano de 2010, na Universidade Feevale, de Novo Hamburgo/RS. O objetivo era entender os processos de utilização dos recursos da Internet por programas de rádios comunitárias e as implicações do uso da tecnologia. Para isso, foram analisados dois programas da grade da rádio Ipanema Comunitária FM, de Porto Alegre/RS: A Voz do Ipanema e Otaku Desu. Ambos utilizam-se dos recursos da web, tais como sites, blogs e redes sociais. Buscou-se identificar os motivos de utilização da rede, as formas de articulação frente aos seus públicos e os resultados apresentados com a divulgação de conteúdos no meio virtual. Este artigo aborda o contexto atual da comunicação comunitária e do uso das tecnologias da informação e da comunicação, além dos resultados obtidos com a análise já mencionada. A base teórica se estabelece a partir de autores como Cicília Peruzzo, Raquel Paiva, John Downing, Denise Cogo, entre outros. O resultado final apresenta um contraste na eficiência do uso dos recursos de rede no que se refere aos dois programas analisados. A abordagem da pesquisa se fundamenta nos pressupostos da dialética e os procedimentos são de pesquisa exploratória com estudo de caso.       

 

4. Midia do Alto Jacuí: O curso de Jornalismo da UNICRUZ e a inserção de egressos no mercado de trabalho da região da AMAJA 
Janaíne dos Santos (Unicruz) 
Modalidade: Comunicação Científica

RESUMO: O trabalho versa sobre o nível de inserção dos egressos de Jornalismo da Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) na região da Associação dos Municípios do Alto Jacuí (AMAJA), composta de uma área territorial fornada por 19 municípios. Neste território, conhecido como Alto Jacuí, estão em atividade 56 veículos de comunicação, sendo 25 emissoras de rádio, 23 jornais, quatro revistas, duas sucursais de telejornalismo e duas emissoras de televisão. O estudo buscou identificar: 1) qual a inserção profissional dos egressos de Jornalismo da UNICRUZ nestes veículos; 2) o posicionamento dos próprios veículos quanto ao perfil profissional do graduado nesta instituição de ensino; e, 3) a preocupação dos veículos quanto à exigência do diploma superior para a atuação, no mercado — considerando que a formação superior em jornalismo significa a priori o cumprimento mínimo das habilidades de um profissional deste campo, comprometido com a ética e a deontologia da profissão para o desempenho de suas atividades. Como instrumento de pesquisa foi aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas, as quais foram analisadas a partir de análise de conteúdo. Os resultados identificados e os conteúdos analisados revelaram uma série de apontamentos relevantes para o entendimento das questões socioculturais e econômicas que cortam o contexto da mídia na região Alto Jacuí.    

 

5 ORIENTAÇÃO AMOROSA DA PAIXÃO-PESQUISA - Desafios do trabalho de orientação da investigação científica na graduação de Jornalismo. 
Maria Luiza Cardinale Baptista (UCS)
Modalidade: Comunicação científica 

RESUMO: O presente trabalho se propõe a discutir aspectos do processo de orientação da pesquisa, na graduação em Jornalismo, e sua potencialidade de agenciar o desejo e a qualificação do investigador iniciante na área. Fundamenta-se em pesquisa realizada em nível de doutoramento, na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, sobre processos de escrita dos jovens adultos, como expressão da subjetividade e da relação com os meios de comunicação. Orienta-se pela perspectiva ‘Paixão-pesquisa’, criada pela autora e difundida em textos e eventos científicos da área, desde a década de 1990. Na tese, foram discutidas as conhecidas travas no processo de escrita, os escapes, as fugas, bem como os exercícios de superação, no sentido de produção de uma inscrição de qualidade, resultado de um processo de envolvimento intenso e afetivo, por parte do educando. O presente texto pretende avançar e, nesse sentido, aborda o viés do orientador, o encontro com os seus desafios pessoais e profissionais, ao se deparar com processos tão singulares como os empreendidos pelos orientandos. A fundamentação teórica é transdisciplinar, abrangendo perspectivas como as de Paulo Freire, Humberto Maturana, Vygotsky, Edgar Morin, Luis Carlos Restrepo, para fundamentar a questão da amorosidade, bem como autores relacionados ao processo de escrita, à metodologia da pesquisa e ao Jornalismo.    

 

6 Observatório de Mídia, Mídia em Foco 
Cristine Foernges (Feevale) e Marcos Santuário (Feevale) 
Modalidade: Relato de experiência

RESUMO: O presente estudo integra a pesquisa Observatório de Mídia – Mídia em Foco, em andamento, que acompanha, de forma crítica, as produções jornalísticas na região do Vale do Sinos. O atual recorte da pesquisa inclui matérias jornalísticas, veiculadas no Jornal NH, do Grupo Editorial Sinos no período da Copa do Mundo de 2010. Tem-se em conta que é fundamental a observação crítica da mídia como forma de apropriação de suas práticas e dos resultados das mesmas. O objetivo do foco atual da pesquisa é aproximar-se criticamente do que o veículo de comunicação informou aos seus leitores sobre a Seleção Brasileira, nos meses de junho e julho de 2010. Para a realização deste estudo, procedeu-se a uma observação crítica diária das reportagens publicadas no Jornal NH sobre dito tema. A análise do material publicado se dá a partir de uma categorização proposta pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (RENOI). Tal recorte integra a pesquisa citada, que também resulta em programa de televisão mensal; programa radiofônico semanal e um blog, alimentado constantemente com textos, áudios e vídeos relacionados às análises realizadas na observação crítica de mídia.  
 

7. Telejornalismo e Identidade no Brasil: o Rio Grande do Sul no Jornal Nacional
Ângela Felippi (Unisc), Fabiana Piccinin (Unisc) e Rogério Leandro Lima da Silveira (Unisc) 
Modalidade: Comunicação científica

RESUMO: A pesquisa estuda como o Jornal Nacional, da Rede Globo, líder de audiência e com mais de quarenta anos de existência, constrói as distintas representações das regiões de um território não homogêneo, o Rio Grande do Sul. Busca verificar as implicações e os efeitos de sentidos dessa construção. As características do gênero telejornal o tornam local fértil de produção de estereótipos, padronizações, homogeneizações, espaço para os discursos do senso comum e do establishment. Especialmente num programa como o Jornal Nacional, com características massivas, que atende a um país com as dimensões do Brasil em 35 minutos diários. Dificilmente consegue dar conta da pluralidade de um território com muitas particularidades e diferenças regionais, ainda mais de um território periférico em relação aos principias centros de produção midiática. A pesquisa se debruça nas instâncias da produção e do discurso, para compreender como as distintas regiões do Rio Grande do Sul são construídas no telejornal. Parte-se do entendimento de que a mídia, na contemporaneidade, ocupa lugar central na construção da agenda pública e como forma de conhecimento das pessoas sobre o mundo, bem como, consequentemente, na construção do imaginário e das identidades. Ainda, ocupa papel relevante no funcionamento de uma economia capitalista global, tanto fazendo circular as informações que viabilizam os negócios, bem como funcionando como sustentáculo ideológico desse sistema. E o jornalismo é um dos locais, na mídia, que mais se ocupam dessas funções. Ao organizar a realidade, o discurso midiático o faz consonante com os valores e discursos globais e vai produzindo o consenso necessário às demandas impostas pela organização econômico-político-cultural contemporânea. 
 

 

8 JORNALISTAS GAUCHAS E O ESPORTE - Entre a pesquisa e a pratica, as mulheres buscam espaço no mercado de trabalho
Bruna Provenzano (Feevale) e Marcos Santuário (Feevale)
Modalidade: Comunicação Científica

RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo analisar de que maneira se dá a escolha dos temas de pesquisa científica durante a graduação em especial nos trabalhos de conclusão de curso. Para tanto, levou-se em consideração uma série de monografias realizadas no estado do Rio Grande do Sul e que tem o mesmo assunto como foco: a atuação das mulheres no jornalismo esportivo gaucho. A partir da análise destas produções foi possível perceber que a escolha deste tema não foi feita de maneira aleatória. Trata-se de uma tentativa de aproximação de jovens jornalistas mulheres que tem interesse em trabalhar no jornalismo esportivo com o mercado de trabalho. Também foi observada a forma com que estas produções acadêmicas auxiliaram estas profissionais a aproximarem-se efetivamente do mercado de trabalho no segmento esportivo. Percebeu-se, ainda, que a pesquisa científica durante o período de formação acadêmica, pode representar uma oportunidade de melhor entendimento e apropriação das características e possibilidades do mercado profissional. 
 
 
 

 


GT Produção Laboratorial: Impressos
Coordenador: Prof. Dr. Demétrio de Azeredo Soster
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1 As redações e os laboratórios nos cursos de Comunicação
Dinarte Albuquerque Filho (UCS)
Modalidade: relato de experiência
RESUMO: O objetivo deste trabalho é abordar as experiências com disciplinas práticas e teóricas de Jornalismo impresso, com recorte no projeto gráfico, na produção textual e na pesquisa (coleta de dados). As disciplinas analisadas são Planejamento Gráfico, Produção Experimental IV – Produção Gráfica, Mídia Impressa e Projeto Experimental III, desenvolvidas na Universidade de Caxias do Sul (UCS). O período corresponde aos anos de 2008 a 2010. Esta reflexão surge pela importância de simularmos, em sala de aula, o ambiente de uma redação, que se situa em um nível de percepção que exige um senso estético e ético diferenciado, pois se lida com a informação, que é o produto final e, nela, o leitor deve encontrar parâmetros que o auxiliem na convivência social e na construção de um sentido cívico. Muitas vezes, torna-se difícil fazer-se compreender a excitação que a atividade proporciona para quem está envolvido com ela. Mesmo que as redações, hoje, sejam consideradas “assépticas”, ainda assim guardam uma aura de multiplicidade. No momento em que as instituições de ensino superior – públicas, privadas, estaduais, comunitárias e filantrópicas – “oferecem” profissionais semestralmente, cabe uma reflexão sobre quanto o egresso da sala de aula tem noção de como efetivamente funcione uma redação. O exercício educacional pressupõe experiência. Logo, o espírito vibrante que se encontra em uma redação precisa ser transportado para uma sala de aula na produção de uma/um revista/informativo-laboratório. Isso não se restringe aos aos alunos de jornalismo mas também refere aos alunos de Relações Públicas, que devem conhecer o trabalho de um jornalista para poder atender a demanda da organização. 

2 O jornal Unicom como alternativa de experimentação acadêmica (relato de experiência) 
Emilin Grings Silva (Unisc) 
Modalidade: relato de experiência

RESUMO: Ministrada no 7º semestre, a disciplina de Produção em Mídia Impressa do Curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) está centrada no âmbito da experimentação. Tem como objetivo a elaboração de uma publicação jornalística, trabalhando também o conteúdo multimídia através do blog da disciplina.

A publicação, intitulada de jornal Unicom, é resultado do trabalho dos acadêmicos que têm oportunidade de exercitar todas as etapas da produção jornalística, desde a formulação da pauta até a diagramação na página e encaminhamento à gráfica. Para isso, a turma é dividida em funções semelhantes a uma redação formal, onde os alunos exercem papéis como edição, revisão, diagramação, etc. Dessa forma, podem exercitar, já na academia, responsabilidades pertinentes a diferentes setores da produção jornalística, ficando mais evidente a intersecção entre a teoria e a prática estudadas ao longo do curso. O jornal Unicom se propõe a tratar de temas não convencionais no jornalismo diário. Pautas que exijam do aluno um esforço maior de reportagem baseados em histórias de vida, situações inusitadas ou até banais, que sob um olhar aguçado transforma-se em conteúdo de grande relevância jornalística. 

 

3 DizAí: um jornal-mural feito pelos alunos e para os alunos
Marília Nascimento (Unisc), Renan Silva (Unisc) e Vanessa Oliveira (Unisc)
Modalidade: pôster
RESUMO: O jornal-mural DizAí foi lançado em 2009/1 pelos alunos de Estágio Supervisionado em Jornalismo, Daiane Balardin, Gelson Pereira, Márcia Melz e Letícia Mendes. Os quatro faziam estágio na Agência A4, no núcleo de jornalismo, na época coordenada pelo professor Demétrio Soster. O professor sugeriu a criação de um jornal-mural que refletisse a realidade das salas de aula, e a partir disso, os alunos começar a planejar a publicação. O DizAí nasceu com o objetivo de ser o espelho do curso de Comunicação Social da Unisc. Por meio dele, os alunos ficariam informados com tudo o que acontecesse dentro e fora das salas de aulas, na coordenação, nos laboratórios. Era também uma forma de divulgar o trabalho dos acadêmicos. Os estagiários elaboraram toda a publicação, desde o perfil editorial, até as editorias. Cada edição, que deve ser mensal, contava com uma matéria principal, um espaço dedicado ao aluno, a palavra da coordenação, um flagra, uma foto legenda, bixo x veterano e um espaço para a divulgação dos eventos relacionados ao curso. As edições seguintes foram, e ainda são, de responsabilidade dos monitores do núcleo de jornalismo da Agência A4. Das 18 edições já publicadas, grande parte foi temática, divulgando eventos e trabalhos, inclusive os bastidores deles. Nesses dois anos de existência, as editorias deixaram de ser fixas. A cada edição, os monitores analisam a necessidade de cada uma delas e eventualmente alguma fica de fora. Além do produto impresso, são produzidos vídeos ao término dos eventos. Os acadêmicos são abordados com a pergunta “DizAí o que você achou?”. Esses vídeos podem ser acessados em um canal do youtube.  

 
4 Primeira Impressão: escrevendo com música 
Thaís Helena Furtado (Unisinos)
Modalidade: relato de experiência
RESUMO: Vencedora de prêmios regionais e nacionais, a revista-laboratório Primeira Impressão é reconhecida por sua excelência editorial e gráfica. Cada edição é dedicada a um único tema, desdobrado em cerca de 25 reportagens com mais de 100 fotos. É produzida pelos alunos das disciplinas de Redação Experimental em Revista e Projeto Experimental em Fotografia, do curso de Jornalismo, em parceria com a Agência Experimental em Comunicação da Unisinos (responsável pela produção da parte gráfica). Um dos objetivos da Primeira Impressão é trabalhar o jornalismo literário com alunos de final de curso. Nos últimos anos, os professores-editores da revista têm estimulado os alunos a escrever de forma mais literária associando o jornalismo à música. A partir da análise de estratégias narrativas utilizadas por músicos brasileiros em suas criações, os alunos são convidados a experimentar novas formas de escrita. Além disso, noções da música, como ritmo e harmonia, são aplicadas ao texto jornalístico. Os textos dos futuros jornalistas são publicadas tanto na revista quanto no blog Impressões literárias, no qual os alunos podem experimentar ainda mais, criando narrações e descrições. Essa relação entre jornalismo e música tem se mostrado uma interessante metodologia para o ensino do jornalismo literário. 
 

5 O processo de midiatização do jornalismo e a experiência laboratorial: desafios, questionamentos e perspectivas
Viviane Borelli (UFSM)
Modalidade: Comunicação científica
RSUMO:
Vive-se numa sociedade que é atravessada por processos midiáticos. A partir do conceito de Verón (1997) acerca do processo de midiatização das instituições compreende-se que as lógicas e regras da mídia afetam os campos sociais e, conseqüentemente, os seus sujeitos e as suas práticas. O jornalismo é um dos campos que tem sofrido afetações por parte de processo de midiatização e passou por grandes revoluções ao longo de sua história: em 1850, a rotativa transformou os jornais em empresas lucrativas e a partir de 1970 iniciou o processo de informatização, como defende Marcondes Filho (2009). Durante a segunda revolução o computador substituiu a máquina de escrever e agilizou a produção jornalística. Hoje, porém, não se pode falar apenas em sociedade informatizada, pois se trata de um processo muito mais complexo que a utilização de tecnologias para veiculação de informações. Há um novo modo de se fazer jornalismo: autorreferencial (FAUSTO NETO, 2006), com sobreposição da imagem sobre o texto (MARCONDES FILHO, 2009), com diálogos entre as distintas linguagens (SOSTER, 2007). Nesse contexto, o objetivo do artigo é discutir como o processo de midiatização da sociedade afeta a prática jornalística e de que forma desafia a prática laboratorial para a produção de impressos. Para tal, além de discutir conceitos de autores que têm refletido sobre o tema, toma como ponto de partida o processo de produção da revista .txt (UFSM) em que os alunos tiveram de participar de todas as rotinas e da construção de seu website, criado em 2010 para que os acadêmicos escrevessem sobre suas experiências durante a apuração, redação e edição.
 
6 Estratégias editoriais para jornal-laboratório: avanços e retrocessos
Cíntia Xavier (UEPG) e Marcelo Engel Bronoski (UEPG)
Modalidade: relato de experiência
RESUMO:
O presente estudo procura refletir sobre as lógicas de produção em jornal laboratório tendo por base o jornal Foca Livre, editado pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O processo de produção do jornal laboratório envolve limitações e aproximações com as rotinas produtivas, dificultando, em alguma medida, a própria elaboração da pauta e busca pelas possíveis fontes no processo de apuração. Em sua terceira etapa, a pesquisa reconheceu, a partir de algumas especificidades, problemática em torno das fontes, com implicações na elaboração de pautas e apuração. Por se tratar de um momento emblemático no fazer jornalístico, quando os alunos se deparam pela primeira vez com a produção propriamente dita, a reflexão sobre as fontes e suas condicionantes, surge como fundamental para o ensino e a prática da profissão. Neste caso, o estudo reconheceu, entre outros fatores, relativo distanciamento da coordenação com o conjunto de acontecimentos potencialmente noticiosos, condicionando o fazer a padrões historicamente constituídos. Outro fator que recebe influências no processo produtivo do jornal laboratório é a reflexão sobre a linha editorial, em momentos anteriores ficou voltado para a própria universidade e no trabalho de 2010 foi ampliado para a comunidade ponta-grossense.
 
7 Exceção: uma revista que vai além do papel
Vanessa Kannenberg
Modalidade: relato de experiência
RESUMO:
O relato de experiência observa a prática de jornalismo-laboratório realizada com a Revista Exceção no segundo semestre de 2010, a partir da disciplina de Jornalismo de Revista e em uma perspectiva convergente. Nesta, além de produzir a publicação impressa, os alunos exercitam diálogos de natureza multimídia. Objetiva-se, com isso, desenvolver, desde a instância acadêmica, o diálogo entre os diferentes suportes, já que o momento evolutivo da sociedade, de natureza midiatizada, exige uma compreensão mais larga do fazer jornalístico. O relato se inicia pela descrição da Revista Exceção, publicação impressa caracterizada por pautas diferenciadas e reportagens orientadas segundo o jornalismo diversional. Num segundo momento, serão apresentadas as duas versões digitais da Exceção: o Blog da Exceção e um site hospedado no servidor hipermídia. Enquanto o blog foi uma plataforma utilizada para expandir o conteúdo das reportagens, aproveitando o espaço ilimitado da web e transmitindo informação no formato vídeo e áudio, o site foi utilizado como um suporte de divulgação online do material impresso, já que possui um alcance superior ao formato papel. Por último, será descrita a forma de utilização das ferramentas web 2.0 Twitter e Flickr nesse contexto.
 

GT Produção Laboratorial: Eletrônicos
Coordenadora: Prof. Dr. Cárlida Emerim
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1 Resgate da Cidadania: a história de brasileiros anônimos 
Fabiana Piccinin (UNISC-RS) e Francine Schwengber (UNISC) 
Modalidade: Relato de experiência 
RESUMO: A série Resgate da Cidadania se originou de uma proposta de programação apresentada à disciplina de Estágio Supervisionado em Jornalismo, desenvolvido junto à Unisc Tv, emissora da Universidade de Santa Cruz do Sul. Tratam-se de reportagens cujo objetivo foi trabalhar com personagens anônimos na sociedade em geral, mas representativos da comunidade onde estão inseridos por conta de seu trabalho voluntário. Portanto, de alguma forma, vinculados à promoção da cidadania. Foram selecionadas as histórias de quatro mulheres: duas de Santa Cruz, uma de Vera Cruz e outra de Rio Pardo buscando semelhanças entre os casos: além de mulheres da periferia, todas trabalham e contribuem para a formação formal ou pessoal de crianças e adolescentes. Desigualdades e diferenças entre as histórias que se anulam quando o assunto é dedicação ao próximo. Para tanto, a captação e a edição seguiram procedimentos técnicos de modo a preservar as falas o mais espontâneas possível das personagens. Também foi feito um trabalho de edição e pós-edição com uso de recursos gráficos e visuais, a fim de tornar as reportagens mais atraentes e compreensíveis. A trilha sonora utilizada no material também buscou esse objetivo. Os exemplos de vida me mostraram a beleza de se ter fé e de se doar a uma causa. A série será exibida na TV Unisc.
 
2 O estágio como estímulo da busca pelo novo 
Fabiana Piccinin (UNISC) e Rochele Conrad (UNISC) 
Modalidade: Relato de experiência 
RESUMO: A proposta do estágio foi produzir matérias especiais para o programa Saudável que vai ao ar na Unisc Tv, emissora da Universidade que vai aor pelo canal 15 da NET Santa Cruz, além de ter a programação também retransmitida pelo canal Futura. O programa que vai ao ar uma vez por semana desde setembro de 2010 tem foco no tema sustentabilidade. As reportagens foram produzidas com objetivo de fugir do formato padrão de hard news e também orientadas pela busca do fator inédito como, por exemplo, um casal interiorano que produz móveis com jornais usados. Além disso, buscou-se o envolvimento total na produção – da busca pela pauta à finalização da edição. Com as matérias prontas, foi elaborada uma apresentação, numa espécie de “edição especial Saudável”. Os grandes desafios surgiram em praticamente todas as etapas do processo de produção das matérias: elaborar um texto atrativo, que prendesse a atenção já no início da matéria e que mantivesse linearidade, adequar a linguagem, fazendo uso das qualidades da linguagem coloquial, e a preocupação em fazer o texto e imagem caminharem juntos, sem competir um com o outro – o papel da palavra dando apoio à imagem.
 
3 Atividade Laboratorial na Área de TV da Unisinos 
Luiza Carravetta (Unisinos) e Maria Francisca Canovas de Moura (Unisinos) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: O presente trabalho pretende explicitar o fazer televisivo, desenvolvido pelos professores de TV da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Algumas considerações teóricas remetem para a proposta laboratorial, utilizada pelos professores, para a formação do futuro profissional de TV. Propõe-se fazer uma breve reflexão sobre a narrativa audiovisual, utilizada pela TV, desde a sua construção até seus elementos de linguagem. Explicita-se a atividade de laboratório, como espaço para a construção da narrativa audiovisual televisiva e apresenta-se o Case Unisinos com sua proposta metodológica. O Case UNISINOS é apresentado com a descrição do Laboratório, seu aparato tecnológico, sua estrutura organizacional e sua proposta metodológica. A apresentação de uma proposta de construção metodológica laboratorial da produção dos mais variados formatos de programas de TV pretende contribuir para a autonomia de futuros profissionais, bem como trocar experiências com profissionais do ensino de TV, estabelecendo com eles um diálogo que permita o enriquecimento de práticas, com ênfase no fazer e na elaboração de produtos. A prática laboratorial enfatiza desde o momento da construção da pauta, passando por todas as etapas produtivas, até a colocação da matéria no ar.
 
4 Seis Passos: o vídeo e a inclusão social 
Luiza Carravetta (Unisinos) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: Vivemos hoje num tempo, marcado pelos avanços tecnológicos, pelo acesso informatizado a gigantescos bancos de dados, pela informação instantânea, pela invasão da imagem e do som. Neste contexto, as relações sociais parecem ficar mais distantes. Entretanto, é preciso resgatá-las, aprendendo a lidar com as suas tessituras num desafio para focar suas questões de ordem social. É neste contexto que se encontra o vídeo social. Se por um lado, não é possível desvinculá-lo da contemporaneidade, por outro, é preciso achar-lhe o lugar, inserindo-o na vida cotidiana. É preciso, portanto, problematizar o que significa falar em inclusão social, lincada aos problemas da vida real, com as suas variáveis de cunho social, cultural, afetivo, econômico, presentes na vida do mundo moderno. A Pedagogia Inaciana ajuda a compreender o papel do vídeo social, mormente quando relacionado ao processo de inclusão, qualquer tipo que seja, étnica, cultural, de portadores de necessidades especiais, etc. Ela propõe trabalhar com os seguintes passos: contexto, experiência, reflexão, ação e avaliação. O projeto “Seis Passos: o vídeo e a inclusão social” constitui-se num “piloto”, apresentando um livro com relatos de experiência, feito pelos alunos de Projeto Experimental em TV, roteiros e um DVD, contendo seis vídeos com a temática da inclusão: Brasil Eterno Quilombo (negros), Índio: uma questão de identidade cultural (índios), Estrada do Socorro (drogados), Atletas deste solo (paraplégicos), Unindo forças (autismo e síndrome de down), Um salto no escuro (cegos).
 
5 Arte e Comunicação – novas possibilidades para o jornalismo 
Suyanne Tolentino de Souza (PUC-PR) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: O presente relato traz o trabalho desenvolvido durante o ano letivo de 2010 na disciplina de Telejornalismo II ministrada no Curso de Comunicação Social – Jornalismo na PUCPR, que teve como uma de suas temáticas as possibilidades audiovisuais além do telejornalismo envolvendo os meios audiovisuais no contexto da arte atual. Trabalhar atualizações estéticas e criatividade possibilitou aos educandos novas formas de experimentar linguagens híbridas até então não exploradas na disciplina e que trazem campos diferenciados na arte do vídeo. Estudar vídeo arte trouxe a linguagem da experimentação ao jornalismo e uma nova metodologia a ser desenvolvida no fazer em sala de aula, uma vez que se trata de um desafio ao próprio educador. O vídeo arte na forma como foi ministrado na disciplina trouxe uma espécie de desconstrução de linguagem. Como resultado, foi desenvolvido uma mostra dos vídeos por iniciativa dos próprios alunos.
 
6 Central de Informação Multimídia – a cobertura jornalística de grandes eventos 
Mariângela Alves Storniolo Torrescasana (Unochapecó) e Ilka Margot Goldschmidt (Unochapecó) 
Modalidade: relato de experiência
RESUMO: O Curso de Jornalismo da Unochapecó desde 2009 desenvolve um trabalho experimental na área de jornalismo multimídia. O projeto surgiu pela necessidade de oportunizar, aos alunos, vivências reais orientadas de cobertura jornalística de eventos de grande porte, utilizando as novas tecnologias como suporte. A primeira experiência aconteceu em outubro de 2009, quando o Curso de Jornalismo assumiu a função de divulgar as ações da Efapi – Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó, de caráter internacional, constituindo-se em uma das maiores feiras multissetoriais do país. Para dar visibilidade ao trabalho foi criado um blog, que permitiu experiências jornalísticas em todas as mídias (rádio , tv , jornal, foto e internet); um twitter e um flickr. A segunda experiência aconteceu em setembro de 2010, durante a realização da Expo Xaxim - Feira Industrial Comercial e Agropecuária de Xaxim. A mesma sistemática foi adotada, porém aqui com um elemento a mais. Nessa atividade, incluiu-se o comando da rádio feira, ao vivo, com a tarefa de divulgar os principais acontecimentos, entrevistar artistas e autoridades presentes, e prestar serviços. Os resultados obtidos foram tão favoráveis que essas experiências serão novamente editadas neste ano de 2011. A equipe de trabalho, composta por 8 professores, 14 alunos e quatro técnicos, já começou a organizar a próxima cobertura jornalística, quando será novamente oportunizado, aos acadêmicos de jornalismo, o desenvolvimento de atividades práticas em um ambiente real de mercado.
 
7 PROGRAMA MÍDIA EM FOCO: Discussão entre teoria e prática da comunicação 
Marcos Santuário (Feevale)e Bruna Provenzano (Feevale) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: Este relato de experiência tem como tema o programa radiofônico Mídia em Foco, que integra as atividades do grupo de pesquisa Observatório de Mídia – Mídia em Foco, vinculado à Rede Nacional de Observatórios da Imprensa – RENOI. A atração produzida no Núcleo de Rádio da Universidade Feevale é transmitida ao vivo pela Rádio ABC 900 – do Grupo Editorial Sinos de Novo Hamburgo. Semanalmente, acadêmicos de jornalismo e graduados voluntários de pesquisa científica promovem a discussão e análise crítica dos mais variados assuntos que envolvem a mídia e o trabalho de profissionais de comunicação. O objetivo é relacionar a teoria apresentada pelos educadores na universidade à prática e a vivência do mercado profissional. Para propor esta discussão, cada edição do programa conta a com a participação de profissionais que atuam em veículos de comunicação e também pesquisadores e professores de vários estados e universidades do país. A programação também é composta por quadros que abordam a história e notícias da mídia além da opinião de ouvintes sobre o tema proposto pelo programa. Como é transmitido por uma emissora comercial, o programa Mídia em Foco expande o debate sobre a crítica de mídia para além dos muros da academia e convida a comunidade a analisar e pensar a comunicação.
 
8 Produção radiojornalística na academia: Freqüência Livre 
Marcos Santuário (Feevale) e Julio Cesar Patrício (Feevale) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: O programa Frequência Livre, através do Núcleo de Rádio da Universidade Feevale, possui todas as suas etapas de construção, realizadas por acadêmicos de Jornalismo da instituição de ensino. Os estudantes tem assim, a oportunidade de vivenciar, já na academia, o processo de elaboração de pautas, produções e apresentação, que constituem um programa radiofônico jornalístico. O programa, que está no ar há 9 anos, é transmitido ao vivo todas as terças, quartas e quintas-feiras, entre 16h e 17h, diretamente dos estúdios de rádio da universidade. Sua veiculação se dá em parceria com a Rádio ABC 900 (parte integrante do Grupo Editorial Sinos, de Novo Hamburgo) e também é transmitido, ao vivo, via internet. Os assuntos e notícias abordados no programa vêm ao interesse da comunidade local, área de abrangência da emissora. Dentro desse contexto, surge a oportunidade de debate, explanação de ideias, criação e construção dos detalhes da programação radiojornalística de uma emissora comercial, já dentro do ambiente acadêmico. O que leva à experiência prática do conhecimento teórico desenvolvido em sala de aula.
 
9 Práticas de produção do audiovisual na perspectiva da alfabetização digital 
Álvaro Benevenuto Junior (UCS) 
Modalidade: Relato de experiência 
RESUMO: O texto relata as experiências da realização e da produção audiovisual desenvolvida por estudantes de Jornalismo em Caxias do Sul e região, como atividade de disciplinas de Projeto Experimental em Televisão, Comunicação Alternativa e Produção de Jornalismo de Televisão voltada para as comunidades escolares do ensino fundamental e médio. Como questão de fundo, discute aspectos como a alfabetização digital, a fruição dos aparatos para a realização do audiovisual disponíveis nas diversas plataformas e a democratização da comunicação. Debate, de certa maneira, as entradas e saídas do jornalismo de televisão na web.
 
10 A Migração da TV e dos Telejornais para a Internet: 10 anos de TV UERJ ONLINE 
Antonio Brasil (UFSC – SC) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: A convergência de mídias completa um ciclo e finalmente permite a inclusão do meio televisivo e seu segmento noticioso, o telejornalismo na Internet. Este trabalho, resultado de pesquisas recentes de pós-doutorado nos EUA, discute os modelos e alternativas para essa migração da televisão e dos telejornais para os meios digitais. A nossa hipótese é que o acesso às novas tecnologias oferece oportunidades para o desenvolvimento de linguagens multimidiáticas experimentais, cria novas formas de recepção participativa e permite um maior acesso aos meios de comunicação. O texto também relata, analisa e discute dados de pesquisa sobre os dez primeiros anos do projeto da TV UERJ Online, a primeira TV universitária brasileira na Internet.
 
11 As aproximações entre cinema e a história local: na produção de curtas metragens 
Maria Cristina Tonetto (Unifra) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: A necessidade de aproximação entre cinema e história é premente para o conhecimento. Hoje é impossível pensar qualquer meio de ensino sem recurso das imagens, ferramenta indispensável de comunicação, que requer interpretações e compreensão. Para abordar a relação entre cinema e história nos curtas-metragens desenvolvidos pelos alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário Franciscano – UNIFRA desenvolvemos este trabalho de pesquisa. Vamos estudar as abordagens dos filmes contemporâneos, que mostram a própria época, e que hoje se constituem num documento histórico, por que apresentam nas suas imagens os recortes e as referências da época em que foram produzidos. A produção dos alunos tem colocado nas telas símbolos, signos e o dia-a-dia de uma cidade do interior. Através dos filmes produzidos na disciplina de cinema II, de 2006 a 2010, foi possível verificar os questionamentos políticos, culturais e sociais colocados nas produções realizadas e como foram feitas estas representações. Estes filmes levam para as telas traços que compõe a história do município. O novo olhar apresentado pelos alunos poderá acrescentar os vários elementos que não podem ser descritos no texto. Cabe ao pesquisador, com seu papel questionador, levantar estes novos elementos, desconstruí-los e criar novas versões, para aplicá-las no ensino. 
 
12 Ciência em Curso: as possíveis linguagens da divulgação de ciência
Giovanna Benedetto Flores (Unisul), Solange Maria Leda Gallo (Unisul), Nadia Régia Maffi Neckel (Unisul) e Mara Lúcia Salla (Unisul) 
Modalidade: Comunicação Científica 
RESUMO: A Revista Laboratório Ciência em Curso, do grupo de pesquisa Produção e Divulgação de Conhecimento é um espaço onde buscamos refletir sobre a produção do conhecimento científico e o trabalho de divulgação de ciência. Estamos interessados no que se denomina divulgação científica, espaço social com forte injunção da mídia, em que, segundo alguns autores, o conhecimento científico “sai” de seu lugar “originário” e vai produzir sentidos no cotidiano dos não especialistas. Nosso trabalho pretende re-significar a ciência, destacar o processo, o percurso pelo qual passou o cientista para chegar a seus resultados, e o fazemos a partir da perspectiva teórica e metodológica da Análise do Discurso (PÊCHEUX, 1969,1975 e ORLANDI 1999, 2003). Divulgamos conhecimento científico e cultural através de um site com múltiplos meios: áudio, vídeo, fotos textos e links, que possibilita a leitura de diferentes interlocutores. A produção do material audiovisual é feita de forma contextualizada, sem roteiro pronto, partindo-se do tema de pesquisa que se apresenta inicialmente como argumento para um debate mais amplo, envolvendo vários segmentos sociais, que se desenvolverá no decorrer do processo. No laboratório em produzimos a Revista Ciência em Curso, pesquisamos as linguagens mais apropriadas para a divulgação do conhecimento científico e cultural. Nesse espaço, acadêmicos do curso de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, participam das pesquisas, produzindo materiais audiovisuais e papers para eventos científicos, caracterizando a relação com ensino, pesquisa e extensão, rompendo as barreiras da sala de aula.
 
13 Resenha televisual: a relação entre a critica e o fazer do Telejornalismo 
Paula Puhl (FEEVALE) 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: O ensino do telejornalismo nos cursos de Jornalismo é um desafio. Estar atento e acompanhar as inovações a respeito dos gêneros, formatos e linguagens de programas informativos é cada vez mais difícil para os docentes, ainda mais quando têm a necessidade de estimular a leitura de textos acadêmicos sobre o tema para os seus alunos . A fim de tentar amenizar esse conflito esse artigo propõe apresentar um estudo de caso acerca dessa problemática, ao descrever e analisar a experiência feita em sala de aula com a chamada resenha televisual. A atividade pressupõe que os acadêmicos em um primeiro momento precisam ler um paper científico ou uma monografia de final de curso sobre telejornalismo, e a partir dai apresentam uma crítica ao texto em sala de aula utilizando imagens. Alem disso os discentes também desenvolvem um programa para a web baseado no assunto principal da leitura. Esses “progranets” devem ter no máximo 4 minutos e precisam apresentar uma linguagem hibrida que contemple tanto informação quanto entretenimento e/ou outras formas de linguagens de outros produtos audiovisuais como o cinema e televisão. 

 

 


GT Projetos Pedagógicos e Metodologias de Pesquisa 
Coordenador: Prof. Ms. Edelberto Behs
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1 O diálogo dos afetos como perspectiva para o radiojornalismo em profundidade
Veridiana Pivetta de Mello
Modalidade: comunicação científica

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ESUMO: O radiojornalismo em profundidade é um momento de reflexão, por isso mesmo, com pouco espaço para ser praticado nas rádios, que preferem a rapidez das transmissões ao vivo. O aprofundamento das questões contemporâneas requer dos jornalistas um mergulho na realidade social e uma postura aberta para apreender o mundo vivido além da racionalidade esquemática. Neste sentido, o presente ensaio propõe-se a construir uma abordagem teórica e prática que dê fundamentação a disciplina Produção em Radiojornalismo II (terceira e última disciplina da área de radiojornalismo, se encontrada no sétimo semestre da grade curricular do Curso de Comunicação Social – habilitação jornalismo - da Unisc), cuja ementa é a seguinte: Redação, edição e apresentação de programas jornalísticos de longa duração em rádio. Produção de reportagem e de programas de entrevista e debates em estúdio. Depreende-se dessa ementa que a disciplina propicia o ensino do radiojornalismo em profundidade. Assim, buscou-se como perspectiva teórica o diálogo dos afetos, que norteia os trabalhos de Cremilda Medina. Recorrer ao diálogo dos afetos significa humanizar as fórmulas que constituem as técnicas jornalísticas. Acredita-se que a perspectiva do diálogo dos afetos é a mais fecunda na formulação da proposta da referida disciplina, pois os gêneros jornalísticos a serem desenvolvidos ali, quais sejam - a entrevista, a reportagem, o debate e o documentário, exigem o aprofundamento dos conteúdos, a compreensão da realidade cotidiana, e para tal é necessário que o aluno supere a racionalidade esquemática dos modelos técnicos e se abra para a intuição criativa.

 

2 Noticiência: o uso dos weblogs no ensino do jornalismo de ciência 
Rosana Cabral Zucolo (Unifra) e Áurea Evelise Fonseca (UFSM e Unifra) 
Modalidade: Relato de experiência 
RESUMO: este trabalho analisa o uso de weblogs no ensino do jornalismo científico, com base na experiência do Noticiência (www.noticienciadigital.blogspot.com), um blog criado para o exercício de produção e divulgação de matérias de ciência. O Noticiência utiliza uma ferramenta de hospedagem gratuita – o blogger – e integra a Agência Central Sul de Notícias (www.agenciacentralsul.org), uma agência experimental de notícias on line, implantada no curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano, em 2005. Desenvolvido na disciplina de Jornalismo Especializado II, no sexto semestre do curso, trabalha com a idéia de que os alunos utilizem a web como multiplicadora de informação. Discute o aprendizado do aluno ao mergulhar numa dimensão de ambiente similar ao espaço profissional em transformação, experimentando o alcance e a agilidade da informação e do seu tratatamento a partir da investigação, apuração, mediação, interpretação e produção de matéria jornalística de ciência. Ao mesmo tempo, vivencia a agilidade característica dos blogs que é fundamentalmente, uma página da web continuamente atualizada, cujas postagens indicam data, hora, oferecendo a possibilidade de vários autores contribuírem nele, e onde cada "post" pode ser comentado livremente. Comparativamente às formas tradicionais de comunicação científica, ou seja, as revistas, os jornais e a televisão, os blogs se apresentam como mais interativos, e capazes de fornecer um panorama rápido e atualizado das notícias de ciência. Nessa perspectiva, trabalha-se com a noção de que blogagem é, também, uma maneira de desmistificar e popularizar a ciência e, portanto, passível de ser também uma ferramenta metodológica ao ensino do jornalismo científico.

3 História para quê? A construção do conhecimento em Comunicação e as possíveis contribuições dadas pela História e pela teoria historiográfica 
Clarice Speranza (Unisc) 
Modalidade: Comunicação Científica 
RESUMO: A comunicação apresenta uma reflexão acerca das possíveis contribuições que o ensino da História e a discussão em torno de aspectos específicos da teoria historiográfica podem trazer aos alunos de Comunicação. Bem além do (necessário, porém restrito) ensino da História da Imprensa e da Comunicação, o debate acerca da interdisciplinariedade de conceitos como representação, memória, imaginário, verdade, testemunho (fonte), isenção e imparcialidade, objetividade e subjetividade é capaz de aglutinar e fazer avançar debates caros tanto ao campo da Comunicação quanto da História. Da mesma forma, a discussão auxilia na reflexão ética do futuro profissional, na medida que amplia a perspectiva social e teórica deste ainda nos bancos acadêmicos. O presente trabalho apresenta aspectos de experiências de ensino da História e de Teoria da História junto a alunos de Comunicação, estratégias empregadas, impasses e soluções construídas. 

4 O construtivismo no ensino de Jornalismo: o currículo do curso do Centro Universitário Metodista do Sul – IPA
Louise Lage (ULBRA, IERGS e UNOESC) e Militão Ricardo (IPA e ESADE) 
Modalidade: Comunicação Científica 
RESUMO: O objetivo deste artigo é registrar e relatar o desenvolvimento do currículo do curso de Jornalismo do Centro Universitário Metodista do Sul – IPA, de Porto Alegre, RS. O projeto teve como objetivo desenvolver o currículo do curso superior de jornalismo do IPA baseado na pedagogia construtivista, tendo como referenciais principais Morin e Moura. Segundo Edgar Morin, existem vários saberes necessário à educação. Assim, buscou-se uma estrutura curricular que contempla dois planos principais da construção do profissional de jornalismo - o saber e o saberfazer, ao mesmo tempo em que dá conta das novas relações de complexidade pedagógica criadas pela emergência das tecnologias digitais e de comunicação de redes, então já visíveis e identificáveis. O projeto do IPA também acrescentou conteúdos práticos e teóricos relativos à assessoria e gestão da comunicação jornalística e também empreendedorismo. Estas disciplinas com processos pedagógicos de apreensão ora práticos, ora teórico-críticos procuram levar o estudante a não somente tornar-se um repórter-editor, mas também possuir visão crítica e estrutural sobre os processos de assessoria de imprensa e capacidade de ação jornalístico-comunicativa, sempre dentro do olhar do jornalismo, visualizando as possibilidades da Comunicação Integrada, dentro da realidade contemporânea. Buscou-se assim oferecer aos estudantes a oportunidade de atender ao desenvolvimento social e ao mesmo tempo ocupar novos espaços que o mercado de trabalho apresenta, sempre com espírito de criticidade e eficácia operacional jornalística.
 
5 Diretrizes para um curso em crise: dilemas na elaboração da matriz curricular do Jornalismo no Ielusc 
Sílvio Melatti (IELUSC) 
Modalidade: comunicação científica 
RESUMO: No momento em que o jornalismo enfrenta uma crise sem precedentes, tanto no seu aspecto profissional-mercadológico quanto nos fundamentos que o transformaram, em menos de dois séculos, em um campo de conhecimento e uma prática social constitutiva da própria civilização, a instituição que absorve os reflexos de tal crise de modo mais profundo e imediato é a das escolas de jornalismo. Por trabalharem virtualmente com o futuro — seu objeto, digamos, é o aluno “em formação”, que em tese só irá colocar em prática aquele aprendizado depois de formado —, as escolas precisam se antecipar no debate sobre a crise, produzindo reflexões que orientem as ações dos sujeitos que virão a se envolver no processo. E o ponto fulcral de qualquer discussão sobre ensino é o projeto político-pedagógico (PPP) do curso. Tendo isso em mente, o presente artigo se propõe a estabelecer um diálogo crítico entre o discurso balizador de um PPP e a forma como ele se concretiza na fixação da matriz curricular. O objeto de análise será o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Comunicação Social do Bom Jesus/ Ielusc, que se encontra em processo de revisão à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo, elaboradas por uma comissão de especialistas instituída pelo MEC. Pretende-se resgatar a discussão acumulada pelo grupo de professores desde a revisão anterior, que resultou na matriz curricular atual, frontalmente antagônica à antecessora, notadamente no que diz respeito a um ponto levantado pelo documento do MEC: a dicotomia entre formação humanística e formação técnica, cujo debate se acentuou com a crise provocada pelo avanço tecnológico.
 
6 Jornalistas preparados para atuar em assessoria de comunicação: uma saída para o mantimento do interesse no ingresso (Uniarp) 
Alexandre Carvalho Acosta 
Modalidade: relato de experiência 
RESUMO: Não é novidade para o mundo jornalístico as dificuldades sempre enfrentadas pela classe, desconfio que a expressão “matar um leão por dia” deva ter surgido dentro de alguma redação. O último episódio desta luta pela crescente permanecia no mercado foi liderada pelo Ministro Gilmar Mendes referendada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) no ano de 2009 com relação a decisão de não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Não podemos negar que isso abalou o ingresso de novos alunos ao curso de jornalismo em várias Universidades, no entanto, não abalou a vontade de professores e coordenadores do curso em divulgar sobre sua importância. No entanto, também é dever deste profissional oferecer outros modos de ver o curso que não se inclinem diretamente à veículos de comunicação. Com isso, proponho que tenhamos em nossas grades curriculares mais cadeiras voltadas para a àrea de assessoria de comunicação, o que possibilita ao aluno trabalhar em instituições e empresas. Devemos pensar na possibilidade de preparar um aluno com mais conhecimento das co-irmãs Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. Pois uma assessoria já é escassa nas empresas de hoje, quase utópico é pensarmos em assessorias que tenham os três profissionais (jornalista, RP e PP). Quando trabalhei em assessoria de comunicação senti muito esta necessidade e a falta de tais conhecimentos. A proposta deste trabalho é iniciar uma conversa sobre as necessidades de adaptarmos o curso às novas tendências do mercado de trabalho.
 
7 Questões sobre o plano pedagógico do jornalismo na UFPel
Ricardo Z. Fiegenbaum (UFPel)
Modalidade: Comunicação Científica
RESUMO:
O Bacharelado em Jornalismo da UFPel, cujo primeiro ingresso foi em março de 2010, é apenas um dos mais de 40 cursos criados pela universidade nos últimos anos por conta do REUNI. No entanto, sua importância estratégica para a universidade e para região sul do estado tem sido suficientemente reconhecida. Nesse sentido, a discussão que ora faz-se dentro do colegiado do curso sobre o seu plano pedagógico tem mostrado a necessidade de, entre outras coisas, levar-se muito a sério as condições estruturais e políticas de sua implantação, a sua relação com os cursos de Letras dentro do recém-criado Centro de Letras e Comunicação e as novas diretrizes curriculares do jornalismo (ainda não aprovadas, mas já amplamente discutidas). Além disso, é preciso olhar para o contexto regional da metade sul do Rio Grande do Sul e sua proximidade das fronteiras do Mercosul. Estas questões que, às vezes, articulam-se sob tensão, lançam sobre o Plano Pedagógico do Bacharelado em Jornalismo uma série de desafios que precisam ser pensados, elaborados e enfrentados para que o curso encontre a sua identidade e a sua vocação específica entre tantos outros. Se, de um lado, isso representa uma limitação, porque pode levar a uma formação em jornalismo aquém das expectativas do mercado, de outro, é uma oportunidade de formular um projeto de bacharelado que se distinga precisamente por suas especificidades regionais em interação com os contextos da fronteira sul. Neste artigo, apresentam-se algumas questões a esse respeito, com o objetivo de partilhá-las em um diálogo que envolve não apenas o curso da UFPel, mas também outros cursos de jornalismo em processos de implantação ou já consolidados, articulando essa relação, nem sempre fácil, entre a prática acadêmica e as expectativas do mercado de trabalho jornalístico.
Última atualização em Sex, 08 de Abril de 2011 19:15
 


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